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Entendendo a “Língua dos Bebês”

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Seu bebê está chorando copiosamente sem motivo aparente, e você se apavora pensando no que fazer, no que deixou de fazer, no que não deveria ter feito… e tenta de tudo para acalmá-lo, até descobrir o que realmente o aflige naquele momento. Bem vinda ao meu mundo! Mas conforte-se em saber que isso é muito comum na maioria das familias. Tudo porque nós adultos temos uma forma de expressão muito diferente da dos bebês. Eles, ao contrário de nós, não falam, mas entendem tudo e não só querem, como precisam, se expressar de alguma forma. E ficam muito irritados quando não são compreendidos.

Estudando sobre isso, descobri que algumas mães pelo mundo estão tentando uma “nova técnica de tradução” da linguagem dos bebês, intitulada “Linguagem dos sinais”, para as crianças que ainda não falam.Lembrando que não se trata exatamente da técnica de Libras, utilizada para deficientes auditivos. É algo um pouco diferente e menos técnico, mas tem os mesmos objetivos, a comunicação.

O ensino da linguagem de sinais, aliás, não deve começar a ser ensinado antes dos seis meses, pois, acredita-se que nessa fase os bebês ainda não têm a memória tão desenvolvida a ponto de guardar os gestos e nem a coordenação motora para realizá-los com sucesso.

Para quem curtiu a ideia, como eu, a boa notícia é que esta linguagem de sinais tende a facilitar a comunicação do bebê com a família, até que ele aprenda a falar. Mas os benefícios vão além disso. A principal vantagem da linguagem de sinais é dar uma alternativa para o bebê se comunicar sem ser chorando ou se irritando ou se frustrando, pois quando o bebê não sabe falar, ele busca alternativas para ser entendido e o choro é o meio de comunicação que eles mais usam. Outros benefícios, tão importantes quanto o primeiro, são o de aproximação da mãe e do pai com o bebê, pois essa ‘conversa’ cria um laço muito mais íntimo entre a família… Já que os pais estarão prestando atenção nos seus bebês e no que eles querem dizer.

Veja quantas vantagens ela traz:

  • Redução da frustração do bebê em tentar se comunicar;
  • Maior facilidade para os pais entenderem o que o bebê quer e para se comunicarem com ele de maneira geral;
  • Aumento da autoconfiança do bebê por conseguir se expressar;
  • Enriquecimento do vínculo entre pais e filho;
  • Estímulo para que a criança aprenda a falar mais cedo e tenha maior vocabulário;
  • Melhora do desenvolvimento intelectual e emocional.

Legal né? Mas… e na prática? Como eu faço?

Flavia Calina, 33 anos, profissional de Educação Infantil, mãe e Youtuber, é uma das mães que têm difundido com sucesso o uso da linguagem de sinais através de vídeos no Youtube. Ela conta que, antes de ter sua filha, já sabia que ensinaria língua de sinais para ela. “Trabalhei alguns anos como professora de bebês e aprendi muito sobre os benefícios e vivenciei na prática com os bebês para quem dei aula”, diz. O objetivo da língua de sinais é diminuir a frustração do bebê em se comunicar, mas também ensinar uma língua a mais para as crianças, para que elas possam se comunicar com outras. “Isso é um adicional muito grande”, observa Flávia.

Para começar a ensinar, os pais devem seguir “passinhos de bebê”: começar com um sinal por vez. “Eu uso o sinal da palavra mais usada com os bebês, que é ‘mamar’. Assim que o bebê aprende o primeiro sinal, você já pode introduzir mais um e assim por diante. Em poucos meses seu bebê vai estar fazendo mais de 15 sinais”, explica Flavia.

“Basta pensar que quando ensinamos um bebê a dar ‘tchau’ com a mãozinha, ele já está fazendo um sinal. Então, adicionamos a esse repertório a fala da palavra em questão e os pais fazendo o sinal junto”, destaca Flavia.

Mas, vale ressaltar, o uso da linguagem de sinais deve ser feito de forma tranquila, respeitando o tempo da criança. A ideia é que os pais digam a palavra ao mesmo tempo em que fazem o sinal sempre que possível, em diferentes circunstâncias, assim o bebê aprenderá com o som, com o sinal e a representação do que disseram. O processo deve ser o mais divertido possível, para ser uma experiência totalmente agradável para o bebê.

Embora, instintivamente, praticamos esses gestos no dia a dia, muita coisa mais podemos fazer para ajudar nossos pequenos a se comunicarem com o mundo e a desenvolverem a fala, propriamente dita, usando essa técnica.

Deixo abaixo o link do Youtube, com o canal da Flavia Calina. Lá tem o vídeo ensinando tudo, e muito mais assuntos interessantes, para papais que adoram entender o mundo de seus filhos, como eu e o Igor.

Linguagem de Sinais para bebês

Bjs

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Sonequinha Gostosa (e saudável)

Eu costumo dizer que o Lorenzo “nasceu dormindo” :D. Mas já explico a expressão:

Aprendi com a minha obstetra que, se a mãe tem um bom acompanhamento pré natal, cuidando da saúde, da alimentação e tomando as vitaminas necessárias, o bebê nasce muito saudável, e com uma reserva de energia e calorias que fazem com que ele nasça saciado e não sinta necessidade de mamar por até 24 horas após o parto. Incrível, né? Com o Lorenzo aconteceu assim, e até melhor, pois o bichinho chorou ao nascer por uns 15 segundos, e caiu no sono! Quando as enfermeiras me trouxeram ele, estava desmaiado, dormindo feito um anjo. E só resmungava um pouquinho quando estava com a fralda suja e logo voltava a dormir. E só foi sentir fome, após chegar em casa, 2 dias depois!!!

Quem assiste a querida Peppa Pig, irá entender quando eu contar que apelidei meu filho de Pedro Poney kkkk… pois ele gosta mesmo de dormir! kkk. E até hoje, com 1 ano e 8 meses, ele não abre mão do seu soninho, 1 ou 2 vezes por dia, regularmente. E dorme… pasmem!!! A NOITE INTEIRA! Não acorda nem pra mamar, nem pra chorar… dorme de 8 a 12 horas por noite, ininterruptamente! Ele é “bom de cama” mesmo!!!

5 e 6 meses (2)

Lorenzo aos 6 meses, tirando a soneca da tarde, chupando o dedo, no colinho gostoso da vovó.

Aprendi que é essencial que o bebê durma também durante o dia. Como os pequenos gastam muita energia porque estão crescendo rapidamente, eles precisam descansar. As sonecas proporcionam uma série de benefícios para o bebê. O relacionamento da criança com os demais adultos se dá melhor quando ela está descansada. Além disso, quando os pais restringem as sonecas do dia, em geral ocorre piora do sono da noite, isto porque quando alguém vai dormir muito cansado a qualidade do sono tende a ser pior. No caso do Lorenzo, quando ele tem um dia muito agitado e não descansou o suficiente, ele costuma ter pesadelos a noite, nada preocupante, mas é devido ao cansaço extremo do corpo. Portanto, ao contrário do que muitos pais acreditam, restringir as horas de sono durante o dia não farão com que o bebê durma melhor a noite.

Não importa de que forma você costuma fazer seu neném dormir, o que é importante é que ele cochile pelo menos umas 2 horas durante o dia, com intervalos ou não. A ROTINA é fundamental!

No caso do Lorenzo, ele mesmo pede pra dormir quando está muito cansado. Embora ainda não fale, seu comportamento acusa: fica manhoso, quer colo o tempo todo, fica com os olhinhos vermelhos, fica irritado e de cara feia kkk, e cai feito um saco de batata o tempo todo e em qualquer lugar kkk… nessa hora sei que está com sono… dou a ele um lanchinho leve, água ou suco, troco a fralda, pego no colo e digo “hora da nana, naninha”… ele encosta a cabecinha do meu ombro, levo ele pro berço, digo “agora você vai dormir, depois a mamãe volta pra te buscar”… e tranquilamente ele agarra seu travesseirinho, vira de bruços e… doooooooorme!!! Isso acontece todos os dias, exceto aos domingos, quando ele vai pra casa do vovô e da vovó, e fica tão feliz e excitado, que não quer saber de dormir por nada! E acho isso muito saudável também, porque ele adora estar na casa dos avós e isso é lindo!

Para concluir: uma rotina com sonecas estáveis e restauradoras é muito importante, com um ritual diário na hora de dormir, que realmente conduza o bebê ao sono. O que mais importa então é o intervalo entre sonecas, e não o horário propriamente dito (lembrando que o intervalo que aguentam acordados vai aumentando conforme sua maturidade).

Encontrei uma tabela genérica que pode te ajudar a controlar as horas de sono do seu bebê, mas ressalto que cada criança tem suas particularidades. O importante é manter uma rotina e disciplina, e tentar não fugir muito dela.

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DICA DA SOL: Se seu neném teve um dia muito agitado, não cochilou, ou cochilou pouco e acordou irritado, faça um chazinho de camomila in natura (eu prefiro porque acho os de saquinhos muito fracos), coe e prepare a última mamadeira do dia com esse chá. Ou se ele mamar no peito, ofereça esse chazinho antes ou depois da última mamada. A camomila além de calmante, é também anti-inflamatória e antiespasmódica, para situações em que seu bebê esteja sofrendo com a dentição ou cólicas ou dores em geral, como as musculares, após as vacinas cruéis. O Lorenzo toma cházinho de camomila todas as noites.

E como é o ritual da soneca do seu bebê? Conta pra gente aqui nos comentários.

Bjs

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Lencinho ou Fralda Umedecida?

Sempre lidei com crianças, afinal, fiz magistério e como estagiária a gente aprende, primeiramente, a trocar fraldas dos bebês dos berçários, para somente mais tarde ser “promovida” como professora auxiliar no Ensino Fundamental.

Naquela época, cada bebê tinha seu próprio kit de higiene. Algumas mães mandavam fraldas umedecidas, outras, lenços umedecidos… e tinha até as fraldinhas de pano, que precisávamos lavar depois de usadas e mandar limpinhas para as mamães… aff !!!! :/

Mas só depois que tive o Lorenzo, aprendi mesmo, a diferença entre lenços e toalhas umedecidas. Antes eu achava que todos eram iguais… apenas uns quadradinhos úmidos descartáveis que servem para limpar cocô e xixi. Agora eu aprendi que as diferenças entre eles são bem mais importantes:

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Lenços Umedecidos: São mais molhados… parecem um TNT bem fininho. Tem baixa absorção, são difíceis de puxar um do outro, e quando estão no fim saem de montes quando você quer puxar apenas um. São vendidos tanto em pack quanto em potes grandes de plástico redondo. Não são nada práticos… na minha experiência. Imagine você com seu bebê no trocador, todo lambuzado de cocô até as costas kkk… e você lutando pra arrancar um paninho do pote com uma mão, enquanto segura as pernas dele com a outra… ninguém merece!!!

A (única) vantagem que vejo neles, é o preço. Encontramos esses potes por aí até por R$ 2,99 ou menos. Na minha sincera opinião, eles são bons apenas para limpar a roupinha deles, depois que vomitam o leitinho, ou na fase da dentição, quando encharcam a blusinha de bába… Esses lencinhos são bons pois retiram o cheirinho de “azedo” que fica na roupinha.

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Toalhas Umedecidas: São de fato, toalhinhas suaves parecendo uma espécie de feltro com algodão. São úmidas mesmo (não encharcadas!). Muito práticas para retirar da embalagem, pois saem facilmente uma a uma, e com apenas 1 ou 2 toalhinhas você consegue fazer a limpeza do seu bebê facilmente. A única preocupação é manter a aba adesiva da embalagem, sempre bem fechada para não ressecar as toalhinhas.

Outro ponto importante é verificar se a marca que você for comprar é livre de álcool. Isso é essencial pois se o bebê estiver assado, irá berrar quando você for limpar e ele pode ficar até traumatizado, tadinho rsrs!

Existem muitas marcas de fraldas umedecidas no mercado. Eu não compro marcas famosas, pois acho que é muita ostentação pagar uma fortuna por um pedacinho de pano que vai pro lixo em menos de cinco minutos, cheio de cocô e xixi… Além disso, tem várias marcas boas a disposição, que sequer tem propaganda na tv, mas que não perdem nada para as famosas. Na imagem acima, eu cito a Dry Baby, que é muito boa, e tem também a Personalidades e a Petty Baby… marcas simples mas de ótima qualidade, que você encontra em qualquer farmácia por menos de R$ 4,00.

Um ótimo custo benefício, já que o aproveitamento é bem melhor.

Fica a minha dica aí, mamães. Fiquem a vontade para comentar e sugerir outras marcas boas.

Bjs

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Meu filho ainda não fala…

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Texto muito interessante, elaborado pela Dra. Carine Meinerz – Fonoaudióloga, Especialista em Motricidade Ortofacial.

 

Existe um grande número de crianças saudáveis que ainda não falam. Essa “demora” para falar muitas vezes ocasiona angústia nos pais. Qual é a idade correta de uma criança falar? Algumas crianças apresentam uma “demora” para iniciar toda a sua tagarelice, porém, os pais ficam angustiados por não saber o que fazer, mas afinal, o que fazer?
A compreensão da linguagem precede à compreensão da fala, a criança comunica-se com gestos, olhares e mímica antes de se expressar verbalmente. A criança pode compreender muitas palavras mesmo sem saber articulá-las. Todo ser humano precisa ter os órgãos sensoriais, motores e de articulação em perfeitas condições para desenvolver uma linguagem correta. Também é importante que esteja em interação social.
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Para um bom desenvolvimento da linguagem, os fatores hereditários e o estado de saúde, também devem ser considerados, no caso dos médicos descartarem a hipótese com problemas de articulação, fonação, ritmo ou afasia. Os problemas de linguagem são, em sua grande maioria, relacionados a dois aspectos: psicológico  orgânico. A criança antes de controlar o próprio comportamento é capaz de controlar o ambiente através da fala.
A fala é tão importante quanto a própria ação, ambas fazem parte da mesma função psicológica e têm como objetivo resolver problemas, quanto mais complexa a ação, mais importante se torna a fala. A fala permite que a criança tenha maior liberdade de ação, e que possa diminuir a impulsividade, espontaneidade, planejando as atividades, ou seja, se auto-regulando. Além de facilitar a manipulação dos objetos, a fala também reorganiza o comportamento da criança, dando-lhe um formato humano, possibilitando que a criança oriente e controle suas próprias ações sobre o meio.
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Quando a criança não sabe falar e não existe problema orgânico, é possível que a questão social seja a grande responsável, muitas vezes, a família não permite que a criança haja por si mesmo, ou seja, atendem sempre às suas solicitações e transformam-no em “centro de atenções”, não sendo necessário para ele utilizar a fala para ser compreendido, pois a comunicação não-verbal já o satisfaz. Existem casos em que as crianças não têm como modelo uma linguagem humana, ou mesmo nas famílias nas quais o grau de miséria, seja ela sócio-econômica e cultural, influenciam diretamente na criança, por meio do uso pobre da linguagem falada e escrita e até mesmo do uso da linguagem não-verbal. O desenvolvimento da linguagem é muito importante para o ser humano, pois é antes de tudo um meio de comunicação, expressão e compreensão e é assim que interagimos socialmente.

 

DICAS PARA ESTIMULAR A FALA DE SEU BEBÊ:
Pronuncie bem, fale  sempre corretamente com a criança e mostre como articular as palavras, de forma agradável, é claro.
Force a fala,se seu filho aponta para um objeto, por exemplo, não atenda e faça de conta que você não entendeu. Peça a ele que diga o nome do que quer.
Dê espaço, proporcione momentos em que a criança fale. Deixe-a contar histórias, representar, conversar sobre o dia, contar uma piada, etc.
Fale certo, não use palavras no diminutivo. Por exemplo: em vez de  “pepeta”, diga  “chupeta”.
Tenha paciência, fale com a criança, NÃO por ela. Deixe- a terminar a frase no próprio tempo, mesmo que demore para completar a ideia.
Cantar é um bom estímulo. Leva a criança a perceber as sílabas, o ritmo e a entonação das palavras.
Conversar muito com o bebê desde o nascimento.
Ler livros para as crianças também é muito importante. As historinhas, além do estímulo que representam à imaginação, aumentam o vocabulário e a curiosidade sobre a linguagem.

Bjs

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Musicalize seu bebê!!!

Bom dia pessoal! Como estão todos vocês?

Ando meio ausente do blog, eu sei (beeem ausente rsrs)… mas é por uma justa causa. Estou dedicando meu tempo, quase que 100%, ao meu filhote Lorenzo, que já está com 1 ano e 8 meses… é… o tempo passa não é mesmo? Parece que foi ontem que anunciei a vocês a minha gravidez.

Pois então… falando nele… quero abordar um assunto delicioso e que bebês adoram… desde antes do nascimento: MUSICA! Desde que me conheço por gente, gosto de música, e de atividades de musicalização em geral. Meu falecido tio Padre Jandir Luiz Ferrari, era multi-instrumentista, cantor e compositor, e minha tia Lussimar Helena Ferrari, até hoje toca piano e violão. E meu primo Giovanni, filho dela, toca acordeon e sabe mais o que… com apenas 18/20 anos!

Eu também tenho muita aptidão para música. Fui professora de violão para crianças por 3 anos… fiz aulas de canto e até já cantei para mais de 1200 pessoas, acompanhando o talentíssimo cantor e compositor Clodoyr Gonçalves no Festival de Etnias do Teatro Guaíra, em 2008.

Como a vocação é algo genético, não precisei ensinar o Lorenzo a gostar de música. Desde muito pequeno ele já apresentava gosto por sons, e hoje ele mesmo monta seus instrumentos musicais com o que encontra pelo chão. E junto com a mamãe, faz um estardalhaço em casa batucando e cantarolando rsrsrs!

Além de estimular sua coordenação motora e sua criatividade, estas atividades também o acalmam muito, pois ele canaliza toda a sua energia através dessa brincadeira. Por isso vou passar algumas dicas para as mamães que ainda não descobriram como aproveitar a energia inesgotável de seus bebês.

 

Vamos lá?

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O envolvimento de crianças com o universo sonoro começa antes do nascimento, pois na fase intra-uterina o bebê já convive com alguns sons provocados pelo corpo da mãe, como o coração batendo, a respiração e o sangue fluindo nas veias. Após o nascimento, o bebê faz interações com diversos sons do cotidiano, como TV, automóveis, voz de pessoas, música, sons de animais; e assim desenvolve seu repertório de comunicação.

A música tem importante papel na formação da criança, uma vez que, além de adquirir sensibilidade aos sons, ela desenvolve diversas qualidades, como concentração, coordenação motora, socialização, respeito a si e ao grupo, disciplina e outras características que colaboram na formação do indivíduo.

Muitos estudos confirmam esses benefícios adquiridos com a musicalização na infância. Vale destacar Andrzes Janicki, médico polonês especializado em musicoterapia, que realizou experiências nesse campo e concluiu que a música influencia nas funções de numerosos órgãos internos, na função psíquica e na memória. Tais influências se revelam diretamente no ritmo cardíaco, pressão arterial, secreção do suco gástrico e no metabolismo. O que significa que quem tem contato com a música, por diversas formas, pode sofrer menos com stress e com o medo, problemas considerados como “doenças da modernidade”.

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A musicalização é aconselhada por especialistas desde a infância, por volta dos oito meses de vida. Em todos os momentos de uma aula de música, há espaço para o exercício sensível e cognitivo. Com um trabalho de sonorização de estórias, invenção de composições, brincadeiras, jogos de improvisação, elaboração de arranjos, audições, cantorias, desenhos de partituras, construção de instrumentos, os bebês percebem e entendem os sons e o silêncio. Aprender a escutar com concentração é uma tarefa difícil, mas, com a música, bebês e crianças compreendem o momento de falar e de ouvir. Isso denota respeito e obediência.

Algumas pessoas ainda têm uma visão errônea sobre a musicalização. Para muitos pais, a música é entendida como algo pronto. Muitas escolas não ensinam música, na verdade ensaiam coreografias para a festa junina, ou para o dia das mães, ou para o Natal. Esse tipo de atividade não abrange possibilidades de desenvolver, por exemplo, a expressão vocal, corporal ou instrumental; ou, ainda, outros aspectos, como pesquisa, criação, escuta, senso crítico, gosto musical, justamente o que trará os benefícios para as crianças.

Quando os bebês ou crianças participam da aula de música e, por exemplo, têm que trocar os instrumentos, estão aprendendo a dividir. Em uma aula de improvisação sonora, lidam com situações inusitadas; ou quando tocam em conjunto, entendem que cada um tem a sua vez de participar e ser ouvido. Com a música, bebês, desde a idade de oito meses, até as crianças maiores aprendem a lidar com os enfrentamentos de uma convivência em sociedade, além de trabalhar com os sentidos da audição, visão e tato e receber estímulos para aprender a falar mais rápido, sem timidez e com maior vocabulário. O conjunto dessas características traz benefícios que vão acompanhá-los até a fase adulta.

Então você se pergunta? Como posso ensinar musicalização para meu bebê, se ninguém em casa toca nenhum instrumento musical? Não precisa, mamãe! Música se cria com a alma, com o coração e claro, com muita imaginação. Apresente á ele uma lata de leite vazia, um balde de plástico, uma tampa de panela e uma colher de pau ou de metal… e pronto! Vocês dois acabam de criar uma bateria! Um potinho vazio de leite fermentado, como o Yakult, por exemplo, mais alguns grãos de arroz dentro, bem lacrado com uma fita adesiva (não queremos causar acidentes!)… e vocês criam um incrivel chocalho!!! Um violãozinho de plástico da Casa China vai virar uma guitarra na mão do seu bebê!!! Estimule-o a tocar, a fazer barulho… barulho de verdade!!! Cante com ele, dance ao som das musicas dele, marchem pela casa batendo panelas… Tenha certeza de que seu filho irá adorar e você jamais irá esquecer estes momentos.

Deixo aqui uma sugestão de aprendizado muito bacana para iniciar seu filho no mundo da música e das artes. É um trabalho muito bonito, feito pelo Grupo Triii ( com 3 i’s 🙂 ). Esse grupo trabalha muito a musicalização e auxilia na coordenação motora, psiquica e no desenvolvimento social das crianças. Eles são um braço da dupla Palavra Cantada, que também é maravilhosa, e o Lorenzo curte desde seus primeiros dias de vida.

Clique no link a seguir, e inspire-se:

Sítio da Lili – Grupo Triii

Não precisa ser músico ou artista para trazer ao seu filho, o gosto pela música e pela arte. Basta ter a mente aberta e usar muita criatividade. E se acha que não tem criatividade, não se preocupe, seu filho terá! 🙂

Boa sorte queridas mamães. Depois me contem  aqui nos comentários, qual foi o instrumento musical que você e seu filho criaram… e quem sabe formamos uma Baby Band!

Beijos…

Sol Ferrari

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Meu Lorenzo, com 1 ano e 3 meses, fazendo seu show!

 

BEBÊ LINDO E… HIDRATADO!

Logo após o nascimento, inicia-se um processo contínuo de descobertas para o bebê. Começa o contato com todos os elementos que o cercam. E este primeiro contato é a pele, o maior órgão do corpo do bebê, responsável pelas sensações de frio, calor, pressão, toque, amor e também dor, tendo um papel fundamental no controle da temperatura corporal e do equilíbrio hídrico do organismo. Além disso, é a primeira defesa contra possíveis agressões do ambiente ao seu redor, uma vez que quando nascem os bebês têm seu sistema imunológico ainda em desenvolvimento.

hid1O mesmo ocorre com a pele do bebê, que está se formando e por isso, por mais suave, delicada e macia que ela seja ainda é mais fina e mais desprotegida que a de uma pessoa adulta, o que contribui para a perda de água e calor. A suavidade, delicadeza e fácil irritação são as principais características que levam a pequenas brotoejas, “vermelhidão”, dermatites, rachaduras e até mesmo assaduras na pele do bebê.

Torna-se então fundamental hidratar diariamente a pele do bebê. E este cuidado começa na hora do banho, quando deve ser utilizado um sabonete líquido suave, de preferência com glicerina ou agentes hidratantes, que não retire toda a camada de gordura da pele, evitando seu ressecamento. Mudanças de temperatura, clima ou hábito alimentares também podem resultar em alterações na textura da pele.

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Após o banho, para manter a pele do bebê integra e hidratada, recomenda-se o uso de uma substância umectante tornando a pele mais suave, flexível e protegida. Podendo ser a loção ou creme hidratante, ou ainda o óleo de acordo com sua preferência ou necessidade. Isso permite que o cuidado com a pele seja associado a um novo momento de contato entre pais e filhos, fortalecendo o vínculo de amor que os une, através dos estímulos do toque. Aproveite este momento único não só para proteger e hidratar a pele de seu bebê, mas também para demonstrar todo amor e carinho que sente por ele, garantindo assim seu desenvolvimento físico e psicológico.
Dica: O Lorenzo usa a linha Bebê Natureza… tem um cheirinho delicioso, textura agradável, dermatologicamente testado e ele adora!
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Fonte: http://www.viapharma.com.br/comunicacao/noticias/285-a-importancia-da-hidratacao-na-pele-do-bebe.html

PEPPA PIG conquistou meu coração!

Na verdade, já disse por aqui que sou uma “criança grande”. É que sempre fui apaixonada por desenhos e animações em geral. E o Igor entrou na minha onda. Aqui em casa, nunca perdemos de assistir (mesmo que pela trigésima vez…), coisas como… A Era do Gelo, Garfield, Os Incríveis, Madagascar (amo o Rei Julien kkk), Procurando Nemo, UP Altas Aventuras, e muitos outros filmes adultinfantis que sempre foram bem vindos. Agora com a chegada do Lorenzo então, a coisa tende a piorar kkkk, pois ele com DOIS MESES já curte uma telinha! E é claro que vamos assistir todos os desenhos junto com ele, né? 🙂
Perguntei para minhas amigas mães, antes de fazer esse post, quais são os desenhos favoritos dos seus filhotes, e se elas deixam as crianças assistirem livremente desenhos animados. A maioria disse que as crianças assistem de forma livre (me referi ao tempo livre, e não o conteúdo dos desenhos), e a Peppa foi citada mais de uma vez, para a minha alegria!
Sou da geração Anos 80. Assistia muito os Smurfs, He-Man, She-ra, Cavalo de Fogo… (estão me acompanhando ou estou entregando a idade?). Desenhos ingênuos, mas de conteúdo, que eu adorava. E mais tarde fomos invadidos por Cavaleiros do Zodíacos, Pokémon, Os Simpsons, que honestamente não são a minha praia. Então fico feliz, quando encontro desenhos ingênuos para a geração do Lorenzo.
A Peppa é uma porquinha, que mora com seu irmão George, e a Mamãe e o Papai Pig. Eles dão uma roncadinha de porco, no meio das falas, que são uma graça. No começo, antes de conhecê-la, achava a Peppa uma porquinha boba e mal desenhada. Como pode as crianças gostarem tanto desta porquinha feia e deformada e deste desenho tão bobo? (kkkkk quem nunca?!?)… até assistir aos primeiros desenhos e me apaixonar por ela. Peppa e sua família vivem numa comunidade onde tudo fica no pico dos morros… as casas, a escola, a biblioteca… até o mercado e a clínica veterinária. E nesta vila moram amigos muito especiais (e engraçados). Tem a Madame Gazela, que é a professora que “acha” que sabe cantar, o Avô Coelho, que é um velhinho pirado e mais mentiroso que pescador kkk, tem o “peão” Senhor Touro… muuuuhhhhhh!!!! que é o cara que faz todos trabalhos braçais da comunidade, sem contar a Dona Coelha que trabalha em 10 lugares ao mesmo tempo. O desenho é recheado de personagens legais, e todos têm sua função na comunidade.
peppaOs desenhos apresentam situações muito reais, como a melhor amiga que ficou de mal, ou a chuva que os pegou de surpresa no meio do acampamento, ou quando a Peppa ganhou um sapato novo e não queria tirar por nada (te parece familiar, mamãe? kkkkkkk) e não podia brincar na lama para não estragá-los. O caçula George (lindinho), que é apaixonado por dinossauros, e que joga o seu dinossauro de brinquedo na copa de uma árvore e chora, achando que o perdeu… Até compras na internet a família Pig faz! Tudo super atual, mas sem perder a essência e o conceito de “familia unida e feliz”, como eram as famílias de antigamente. Muito fofo!
Sobre o tempo que deixo o Lorenzo assistir desenhos, a resposta não é radical. Sempre que mama e não quer dormir, vai pro bebê conforto e lá ele fica assistindo Discovery Kids até pegar no sono. Aliás, uma coisa que vem me irritando muito na maternidade são os conselhos radicais e extremamente opostos que recebemos o tempo todo. Ele assiste sim, oras… afinal, está descobrindo o mundo e a TV é a primeira grande aventura dele, além de ser seu primeiro brinquedo. Não sou a favor de uma criança ser criada em frente à televisão o dia todo, assim como não sou a favor de uma criança ser criada grudada em jogos de videogame, ou computador. Mas (de novo) sem radicalismos, só sou contra essa ser a atividade que ocupa a maior parte do seu dia. Do contrário, não adianta os pais ficarem lembrando que “minha infância que foi boa, jogava bola na rua o dia todo, comia fruta do pé, e só voltava pra casa quando minha mãe me gritava.”, mas não faz nada para mudar a infância das novas gerações. Não dá, né… olha a hipocrisia!
E por falar em Discovery Kids, eita canal bom hein! O Lorenzo AMA os Backyardigans, o Show da Luna, o Doki e claro, quando ouve a musiquinha da Peppa já gruda os olhinhos na TV. Ele adora!!!! e os papais também kkkkkk.
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Para quem não assistiu e pensa como eu pensava, um conselho: Deixem de lado o preconceito da porquinha feia e mal desenhada, e se joguem na mensagem que o desenho passa (amizade, amor, respeito, educação, família…) e vocês vão me entender… óinc, óinc! 😀
Dinoxaauluuu uerhhhhh hihihihihi!!!!

Dinoxaauluuu uerhhhhh hihihihihi!!!!